Energia sustentável e ilimitada no campo

Junte uma qualidade de energia ruim à falta de infraestrutura que, por vezes, limita a irrigação ou a produção de leite no Rio Grande do Sul, por exemplo, a uma insolação capaz de fornecer energia sustentável a milhões de pessoas. Estão aí os ingredientes para fazer a energia no campo decolar na próxima década. O primeiro sinal de incentivo veio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que aprovou, em meados de abril, regras para instalação de geração de pequeno porte. Nesse modelo estão incluídas a microgeração, com até 100 kw de potência, e a minigeração, de 100 kw a 1 mw. Pela norma, a unidade geradora instalada em uma propriedade rural, por exemplo, produzirá energia e o que não for consumido será injetado no sistema da distribuidora. “Quem tem um equipamento de geração de energia solar tem duas possibilidades atualmente: armazenar energia em baterias ou simplesmente perder”, diz o gerente de projetos do Gabinete de Inovação da Prefeitura de Porto Alegre, Eduardo Drechden.
Falta, no entanto, uma linha de financiamento que incentive a aquisição de equipamentos e a desoneração. Experiências bem-sucedidas, como na Europa, prosperaram a base de subsídio. “No Velho Continente há incentivo para a aquisição do equipamento e para a venda”, diz o professor e pesquisador da Universidade de Caxias do Sul (UCS) Dario Ederhardt. Em consequência, a produção de painéis fotovoltaicos é tímida, o que deixa margem para a entrada de equipamentos de baixa qualidade. No momento, segundo o professor, não existem normas que estabeleçam um padrão de qualidade mínimo de produtos que entram no país. “Na Alemanha, um módulo pode atingir 16% de eficiência, enquanto que, no Brasil, a maioria oferece 10%.” Com isso, é necessário comprar mais módulos fotovoltaicos para produzir a mesma energia. Um bom projeto também faz a diferença. Conforme Drechden, é preciso calcular e dimensionar a demanda energética, a insolação da região e o posicionamento dos equipamentos, entre outros.
Para o agricultor Alberto de Abreu Medeiros, de Ibirubá, o uso de energia solar para operar o seu equipamento de irrigação seria a melhor alternativa. Afinal, o pivô com capacidade para 130 ha e implantado em 2005 funciona hoje movido a diesel – o que é energia pouco sustentável e cara para um projeto de irrigação. O motivo é que, para puxar a linha da distribuição até as suas terras, ele teria que desembolsar R$ 300 mil. Isso fez com que ele desistisse de ampliar o projeto para irrigar soja e milho.

 

Fonte: Correio do Povo

Foto: Denis de Vette/Divulgação

R$ 500 milhões aos médios produtores

O Ministério da Agricultura e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram ontem a liberação de cerca de R$ 500 milhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).
O dinheiro irá custear projetos de médios produtores rurais, aqueles com bruta anual de até R$ 700 mil que hoje têm dificuldade de acesso ao crédito. O financiamento será limitado a R$ 300 mil por beneficiário, por ano agrícola, e será liberado já para o ano-safra 2011-2012.
O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, destacou que a adesão do BNDES ao Pronamp permitirá maior capilaridade ao programa, que é operacionalizado por meio de agentes financeiros.
“O médio de hoje é o grande de amanhã. O BNDES repassando esses recursos para os demais bancos vai permitir a capilaridade ao programa”, salientou o ministro.
A estimativa é de que o público potencial de enquadramento no Pronamp seja entre 250 mil e 300 mil agricultores, incluindo aqueles que, pela evolução da renda, deixaram ou deixarão naturalmente de ser beneficiários do Pronaf.
No ano passado, o governo deu um grande passo em direção a essa categoria de produtores ao assegurar que até 10% dos recursos obrigatórios do crédito rural sejam direcionados ao Pronamp.

 

Beneficiários: proprietários rurais, posseiros, arrendatários ou parceiros que tenham, no mínimo, 80% de sua renda bruta anual originária da atividade agropecuária ou extrativa vegetal e possuam renda bruta anual de até R$ 700 mil

Limite de crédito: R$ 300 mil por beneficiário, por ano agrícola

Encargos financeiros: taxa efetiva de juros de 6,25 % a.a.

Prazos de reembolso: até oito anos, incluídos até três anos de carência


Fonte: Jornal Pioneiro
Foto: SXC

Controle de pragas e doenças na agricultura orgânica

Conforme texto escrito pelo Engenheiro Agrônomo Ricardo Cerveira, alguns cuidados podem ser tomados para evitar pragas e doenças em lavouras. Confira as dicas abaixo:

Existe um consenso entre os agricultores: pragas e doenças são um grande problema. Se visto isoladamente, realmente temos que usar os tais venenos agrícolas na lavoura. Mas muitas vezes o uso de agrotóxicos não resolve. Depois de um tempo a praga volta com mais força e, senão, resistente ao agrotóxico. Mas por que isso acontece?

Primeiramente, devemos lembrar que na agricultura orgânica devemos ver os problemas como um todo e não isolar somente o sintoma. Vamos lá: se realmente a praga é a raiz do problema, por que a couve plantada com adubo químico teve pulgão e a couve plantada com adubo orgânico não teve? E elas estavam pertinho uma da outra!
Não podemos esquecer que a praga ou a doença nada mais é que um ser vivo que teve sua população crescida de modo exorbitante, que causou prejuízos na lavoura. Se olharmos mais a fundo podemos observar alguns fenômenos:

1) Nas florestas dificilmente têm praga

2) Uma planta nutricionalmente equilibrada fica resistente aos ataques de insetos e outros seres danosos (veja uma criança desnutrida: certamente estará mais vulnerável à doenças não é mesmo?)

3) Uma lavoura cheia de predadores, como a joaninha, dificilmente deixa crescer a população de pragas, como o pulgão. Afinal ela também tem fome (para se ter uma idéia, uma joaninha pode comer até 300 pulgões por dia!)

Visto isso podemos tirar algumas conclusões:

§ Nossa lavoura tem que ter bastante biodiversidade. Se tiver somente uma só cultura, certamente será um banquete para as pragas e doenças

§ Devemos usar adubação orgânica com adubos minerais pouco solúveis, bem como micronutrientes. Assim a planta recebe os nutrientes de maneira gradual e necessária. Sem afobação. Dessa maneira ela não fica desequilibrada e suscetível às pragas

§ Em nossa propriedade, não devemos eliminar insetos predadores, nem aranhas ou mesmo passarinhos. Eles são inimigos naturais das pragas de nossa lavoura.

Fazendo dessa maneira, dificilmente vocês terão problemas com pragas e doenças. Mas não se esqueçam: sempre existirão insetos que comem nossas culturas, mas não atingirão o nível de dano econômico. Isso é a imagem que devemos ter de uma agricultura sadia e produtiva, sem o uso de insumos tóxicos ao ambiente.

 

Fonte: Portal Orgânico

Foto: SXC

Cooperativismo e sustentabilidade são prioridades para o Mapa

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, destacou a importância das cooperativas para alavancar o desenvolvimento da agropecuária do país, especialmente pela geração de emprego e renda. Foi durante a abertura do Show Rural,  feira realizada pela cooperativa Coopavel, em Cascavel (PR), nesta segunda-feira, dia 06 de fevereiro. Para ele, o ministério precisa estar cada vez mais perto do produtor e as cooperativas serão um instrumento para isso. “Quero regionalizar o Ministério da Agricultura e transformar o pequeno produtor em médio produtor. O médio produtor em grande produtor e o Brasil em uma enorme potência mundial e, para alcançar esse objetivo, as cooperativas são fundamentais”, salientou.

Durante a visita, Mendes Ribeiro reiterou a importância de o governo desenvolver a agricultura de maneira sustentável. No entendimento dele, o governo tem um compromisso sério com a sustentabilidade e por isso o meio ambiente é um assunto que tem de estar dentro de todos os segmentos da sociedade. “Ninguém cuida mais do meio ambiente do que o agricultor. O país já avançou nessa questão e nós estamos nos adaptando cada vez mais para o controle do meio ambiente”, disse.

 

Fonte: Ministério da Agricultura

Foto: Raquel Aviani/Divulgação Mapa

Colheita da uva tem abertura oficial em Caxias do Sul

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Caxias do Sul (SMAPA), em parceria com o Sindicato Rural e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, promove neste domingo (05.02) a 4ª Festa de Abertura Oficial da Colheita da Uva. A programação inicia às 10h30min com missa na Cantina Demori, em São Luís da 6ª Légua, uma propriedade centenária onde também será realizada colheita sob os parreirais. A partir das 11h30min, haverá solenidade no salão paroquial de São Luís da 6ª Légua, seguida de almoço por adesão. Está prevista participação do coral da comunidade na missa, que será celebrada pelo pároco Volnei Vanazzi, e do coral Stella Alpina nas demais atividades.

A Festa de Abertura Oficial da Colheita da Uva é itinerante e tem como base a Lei Municipal nº 6.848, de 14 de julho de 2008, de autoria do ex-vereador Getúlio Demori. A lei instituiu que o evento deve ser promovido anualmente, entre os dias 20 de janeiro e 15 de fevereiro. No ano passado, o local escolhido foi São Luiz da 9ª Légua. Durante muitos anos, antes de virar lei, a data era marcada por uma missa celebrada na propriedade do agricultor Euclides Venturin, em Monte Bérico da 9ª Légua.

Para esta safra, a expectativa no setor é positiva. Ao contrário de outras culturas, o clima seco tem beneficiado a qualidade da uva que vem sendo colhida na região de Caxias do Sul. “A maioria dos produtores de uva está satisfeita com o resultado obtido: uma fruta saborosa e de alta graduação, que é o teor de açúcar presente na uva”, explica o titular da SMAPA, Nestor Pistorello.

Caxias do Sul apresenta uma média de produção de uva em torno de 64 mil toneladas ao ano. Mais de 1,7 mil famílias de produtores rurais mantêm viva a atividade no Município. As variedades mais cultivadas na região são Isabel, Bordô, Niágara, Lorena e Cabernet. A produção anual de vinhos de Caxias do Sul é de cerca de 20 milhões de litros. Também são produzidos dois milhões de litros de suco de uva/ano.

 

Fonte: Prefeitura de Caxias do Sul

Foto: Luiz Chaves/Divulgação


ONU declara 2014 Ano Internacional da Agricultura Familiar

A agricultura familiar foi eleita tema do ano pelos 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante reunião realizada em dezembro, a Assembleia Geral da ONU declarou 2014 o Ano Internacional da Agricultura Familiar. A declaração inédita para o setor é resultado do reconhecimento do papel fundamental que esse sistema agropecuário sustentável desempenha para o alcance da segurança alimentar no planeta.
“Com esta decisão, a ONU reconhece a importância estratégica da agricultura familiar para a inclusão produtiva e para a segurança alimentar em todo o mundo – num momento em que este organismo vem manifestando sua preocupação para com o crescimento populacional, a alta dos preços dos alimentos e o problema da fome em vários países”, analisa o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence.
A declaração é considerada uma vitória das 350 organizações de 60 países ligadas à agricultura familiar que apoiaram uma campanha iniciada em fevereiro de 2008 em favor dessa decisão, na qual o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) teve papel importante. É considerada também êxito da atuação da Coordenação de Produtores da Agricultura Familiar do Mercosul (Coprofam) da qual participa a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), ambas com atuação na Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf).

No Brasil, segundo o Censo Agropecuário de 2006, foram identificados 4,3 milhões de estabelecimentos de agricultores familiares, o que representa 84,4% dos estabelecimentos agropecuários brasileiros. Este segmento produtivo responde por 10% do Produto Interno Bruto (PIB), 38% do Valor Bruto da Produção Agropecuária e 74,4% da ocupação de pessoal no meio rural (12,3 milhões de pessoas).

 

Fonte: EcoAgência

Foto: Internet/Divulgação

 

Copa cria oportunidades para produtores de alimentos orgânicos

A decisão do governo federal de tornar a Copa de 2014 sustentável, aliando sua imagem à questão ambiental,  traz para os produtores orgânicos brasileiros oportunidades de ampliação dos mercados consumidores e de expansão da produção.
O foco será nas 12 cidades-sede dos jogos. Como nem todas essas cidades têm produtores orgânicos, a ideia do governo é comprar os produtos de pequenos agricultores localizados perto de cada sede da Copa, explicou a coordenadora  do Centro Sebrae de Inteligência em Orgânicos, Sylvia Wachsner. “Sempre tratando de comprar dos produtores que ficam próximos dos grandes centros, em um raio de cento e tantos quilômetros. Isso é uma oportunidade enorme para os produtores orgânicos, não só para os chamados produtos verdes, como para produtos beneficiados, entre eles laticínios e grãos,  para alimentação de atletas e de visitantes”, acrescentou.
Os quatro indicadores que vão fazer parte da Copa são orgânicos,  comércio justo,  agricultura familiar e  produtos da biodiversidade. “Então, na medida em que esses estabelecimentos estejam comercializando produtos que tenham essa origem rastreada, eles vão fazer parte de uma divulgação que o governo quer promover da Copa orgânica e sustentável”.

 

Fonte: Agência Brasil

Foto: Internet/Divulgação

Uso de agrotóxicos é extremamente prejudicial à saúde, revela estudo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em outubro, um estudo sobre o saneamento básico no país. Nele, um fato soa um tanto quanto curioso: constata que os resíduos de agrotóxicos são a segunda principal fonte de contaminação das águas brasileiras, atrás apenas do esgoto sanitário.

A análise apresenta ainda que, com 6,24%, os agrotóxicos ficaram a frente dos despejos industriais e da atividade mineradora como origens de contaminação. O uso indiscriminado dessas substâncias acaba afetando tanto a vida quanto a saúde da população.

A doutora Silvia Brandalise, presidente do Centro Boldrini, especializado em câncer infantil, localizado em Campinas e professora de Ciências Médicas da Unicamp, diz que por ser um composto derivado de benzeno, o agrotóxico é extremamente prejudicial à saúde, podendo disseminar o câncer. “O agrotóxico, a maior parte deles, tem como matéria-prima básica os derivados de benzeno. Os derivados de benzeno têm como ação importante a quebra de cromátides, que são elementos que compõem o cromossoma. Uma exposição aos derivados de benzeno ou à radiação, você consegue fazer uma mutação. Sendo assim, o câncer e outras doenças, que são mutações sucessivas, vão acontecendo na célula cronicamente exposta a esses produtos”, explica.

A utilização dos agrotóxicos em larga escala na agricultura chegou a tal ponto que é preciso parar com o despejo desses produtos, segundo a coordenadora do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), Rosany Bochner. “A verdade é que chegamos a um limite. Não tem mais como falarmos apenas em diminuir ou usar outro tipo. É preciso acabar com o uso. Acreditamos que é necessário até mudar a maneira de como o Brasil lida com a produção de alimentos. Seria uma revolução maior”, afirma a coordenadora.

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Fonte: Eco Debate

Foto: Internet/Divulgação

RS quer consolidar agroenergia

Marco regulatório do biodiesel, diversificação de culturas e integração das cadeias são alguns dos pontos cruciais para a consolidação do setor no Rio Grande do Sul. Os gargalos foram levantados nesta quarta-feira (09), na primeira reunião da Câmara Temática da Agroenergia. O Estado é o primeiro colocado na produção de biodiesel, com 576 milhões de litros em 2010, correspondendo a 25% do total nacional, e é o primeiro a criar um comitê para a discussão.
O secretário da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, diz que o Estado precisa colocar em debate as pesquisas já realizadas. Para isso, a câmara instituiu grupos de trabalho do etanol, do biodiesel e do biogás. “Precisamos dar ao produtor alternativas mais rentáveis.”
O coordenador da Câmara, Valdecir Zonin, diz que a produção estadual de biodiesel absorve 30% da safra de soja. Por isso, segundo ele, é preciso avançar no uso de alternativas, como a canola. Outro gargalo é a produção de cana-de-açúcar, que, embora tenha zoneamento, precisa de tecnologias aptas ao RS.
Fonte: Correio do Povo
Foto: Internet/Divulgação

Pacote tenta revitalizar o cooperativismo

Dar novo fôlego para as cooperativas é o principal desafio do Programa Gaúcho do Cooperativismo Rural, lançado no dia 31 de outubro pelo governo do Estado, no Palácio Piratini. São nove medidas, envolvendo ações tributárias, fiscais, de gestão e tecnologia, permitindo mais acesso ao crédito e a programas de incentivo.

Sete delas só podem entrar em vigor por meio de projeto de lei que necessita de aprovação pela Assembleia Legislativa. As propostas devem estar concluídas nesta semana e a expectativa do governo é de que sejam aprovadas neste mês.

De acordo com a Organização das Cooperativas do Estado (Ocergs), são 282 mil produtores rurais associados à entidade, com faturamento próximo de R$ 14 bilhões ao ano. “Podemos avançar ainda mais com algumas emendas aos projetos. Acredito que o cooperativismo vai mudar principalmente por causa da participação no Fundopem. Com o programa, além de fomentar o setor, o governo está ajudando o próprio Estado”, ressaltou Vergilio Perius, presidente do sistema Ocergs/Sescoop.

Para o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Ivar Pavan, as medidas vão potencializar a agricultura gaúcha e auxiliar na industrialização e comercialização dos produtos.

De acordo com o governador Tarso Genro, a atração de investimentos passa pelo fortalecimento da base produtiva que precisa ser solidificada, modernizada e incentivada.

Entre as ações está a isenção de ICMS nas compras institucionais da Agricultura Familiar (decreto 48.318, de agosto de 2011).

Fonte: Jornal Zero Hora

Foto: Internet/Divulgação